
Aqui estou eu. Meu eu após você. Alguém muito diferente em vários aspectos. Bons e ruins. Quando paro pra pensar em tudo que você me tem feito, fico absmada com minha incapacidade de matar esse sentimento de uma vez. E matar é a palavra certa. É raiva que sinto desse maldito sem-noção.
Você fez lembrança de cada balada triste que eu ouvia, me fez perder horas de sono com preocupações idiotas, me fez perder a fome, a paciência, e às vezes até a vontade de viver. Tive dúvidas ridículas, fiz comparações tolas, me senti não-amável, e por várias vezes minha tão prezada auto-estima foi lá em baixo. E estou cansada de ouvir que não me abro, que sou chata, que só reclamo. Disso eu sei. Isso sou eu após você. Nunca sei se devo sorrir com todos os dentes ou guardar o sorriso, e preparar as lágrimas. Você é tão inconstante quanto me tornei.
O mais cruel de toda essa história, nunca foi essas diversas sensações que você provocou. Foi que você nunca soube me dar um adeus, porque mais uma vez, você não sabe o que faz. E eu também, nunca soube não te dar boas-vindas, por menos que você merecesse, porque eu também não sei resistir.
Sei que você nunca me prometeu nada. Minha mania de esperar muito das pessoas que têm pouco a oferecer é horrorosa. E causa danos.
Terrível não é te esquecer, é não ter ninguém mais pra relacionar com aquela música.
Bom, eu não ia escrever nada mais pra você. Essa é a última. Não volte aqui. Eu estarei melhor assim. E obrigada pelas sensações (não sentimentos, os quais você nunca me deu a chance de aceitar, já que nunca tivera coragem de me oferecer).
"Você sorriu e me propôs que eu te deixasse em paz, me disse 'Vai' e eu não fui."
